Expressões irritantes cá de baixo, volume 1: “o norte”

Amigos, não se iludam: perguntar a alguém se vai ao norte ou se está no norte não é sinónimo de perguntar a alguém se vai ao Porto ou se está na cidade. Estas duas palavras não são intermutáveis e o que vai acontecer é que vão entrar numa espiral de descrédito galopante perante a pessoa que consideram “lá do norte”. Eu aviso, mas as vezes que ouço isso ao fim de alguns anos cá em baixo não diminuem. Em compensação, quem me rodeia já deverá saber que se seguirá o olhar “a sério, estás mesmo a dizer isso” que tão bem me caracteriza.

O tempo voa

Mas voa tanto, tanto, que já quase me tinha esquecido deste blog. Nada como voltar à carga a ver no que dá.

E se de repente…

…um velhote caminha para o meio da rua, põe alto e bom som uma música da Shakira no seu telemóvel roufenho, começa a gingar ao som dela berrando expressões de ordem como “dá-lhe Shakiraaaa” e “abana o ânus” (??!), sabemos que estamos num bairro onde se comercializam substâncias ilícitas muito poderosas.

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Quase um ano depois!

Lisboa continua a ser Lisboa, o Porto continua a ser “o Norte”.

Continuo a não perceber o .

Continuo numa relação de amor-ódio com a CêPê.

A calçada continua a ser extremamente bonita e simultaneamente irritante, principalmente quando se encontra com as minhas galochas extremamente giras que se transformam em perigosamente escorregadias na calçada.

Volto já.

 

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Teoria da calçada

Sim, a calçada é bonita e muito portuguesa, mas claramente quem decidiu calcetar a torto e a direito tantos e tantos passeios desta cidade esqueceu-se de que esta é uma cidade de colinas e onde – pasme-se! – também chove de vez em quando.

Por outro lado, para os apreciadores de patinagem artística, a calçada é grande fonte de deleite. Para os restantes, haja betadine e hospitais à mão.

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Maldição dos bairros com nomes idílicos I

A Bela Vista anda nas bocas do mundo. Eu acho que um bairro com um nome destes, tão aparentemente inofensivo, só podia dar molho. Há que inventar nomes de bairros mauzões que não atraiam problemas. Nunca se ouviu falar dos abomináveis criminosos do bairro da carne podre, pois não? Ou dos perigosos meliantes do bairro da mosca varejeira. Agora experimentem criar o bairro dos peixinhos dourados a ver se não temos logo problemas. Depois não digam que eu não avisei.

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Mais gente ao barulho

Há já muito que tinha recebido o convite. Há já muito que fiquei de reflectir. Há já muito que estava quase para aceitar. E nada melhor do que aguardar pelo bater à porta da crise para me ocupar destas itinerâncias blogosféricas. Isto há-de ser um espaço de reflexão, crítica, o espaço de alguém que anda a tentar descobrir Lisboa e as suas estranhezas e subtilezas.

Daí que queira começar por dizer que ténis é um desporto. Apenas e só.